18 oct. 2019

Garimpos ilegais são fechados e multados na divisa do Amapá com a Guiana Francesa


Ação aconteceu durante patrulhamentos da Operação Verde Brasil no município de Oiapoque. Garimpo ilegal multado em Oiapoque no Amapá Divulgação Militares do Exército em parceria com órgãos de combate e controle ambiental fecharam 2 garimpos ilegais na divisa do Amapá com a Guiana Francesa, na altura do município de Oiapoque, no extremo norte do estado. As ações ocorreram nas calhas dos rios Cricou e Marupi, afluentes com o rio Oiapoque. As atividades integram a operação Verde Brasil e além da desativação, uma cooperativa de garimpeiros foi multada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) em R$ 310 mil pela prática ilegal. Mais de R$ 101 mil em materiais foram apreendidos nas minas, onde 10 garimpeiros foram encontrados praticando atividade ilegal. As equipes da operação chegaram até o local após sobrevoo de helicóptero. O primeiro garimpo foi desativado na terça-feira (15) e o segundo, foi desativado e multado na madrugada de quarta-feira (16). Garimpo interditado no interior do Amapá Divulgação Os itens apreendidos foram: baterias, rádios, balanças, bombas d’água, motosserra, fios elétricos e geradores. Até a última atualização desta reportagem, ainda não foi informado o tamanho da área devastada. A operação conjunta realizada entre 14 e 16 de outubro contou com militares do 34º Batalhão de Infantaria de Selva e membros do Ibama, Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), Polícia Federal (PF) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Área desmatada para a realização do garimpo ilegal Divulgação Para ler mais notícias do estado, acesse o G1 Amapá.

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12 oct. 2019

Brésil : la déforestation en Amazonie a augmenté de 93 % entre janvier et septembre

Au cours des neuf premiers mois, 7 853 km2 ont été déboisés, contre 4 075 km2 sur la même période en 2018. Cette recrudescence s’explique par la pression exercée sur la forêt. https://ift.tt/2pdEmi3 Source : lemonde.fr

11 oct. 2019

O que dizem especialistas sobre a hipótese de o óleo que atinge a costa brasileira ter origem na Venezuela


Pesquisadores ouvidos pelo G1 analisaram as informações que já foram divulgadas pelas autoridades que investigam o fato e divergiram sobre a possível origem da substância. Praia da Sabiaguaba recebe mutirão de limpeza para retirada de manchas de óleo que vazou no litoral nordestino José Leomar/SVM O óleo que em 30 de agosto começou a ser visto na costa do Nordeste do Brasil ainda não teve sua origem confirmada, mas uma série de hipóteses tem sido levantada por autoridades e especialistas. Duas análises apontam que a composição do material se encaixa com a do petróleo cru extraído na bacia da Venezuela. Um desses estudos é da Petrobras e o outro, da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Autoridades federais, no entanto, explicam que não existe confirmação de que a Venezuela é o local onde ocorreu o vazamento. Especialistas com conhecimento sobre a indústria petrolífera e correntes marítimas dizem que não é plausível supor que o material tenha saído da Venezuela e percorrido uma grande distância pelo mar até chegar à costa do Brasil. Para os analistas, o mais provável é que ele tenha vindo de um navio que estava passando pela costa brasileira. Por isso, a Marinha anunciou nesta quinta-feira (10) que, "após uma triagem das informações do tráfego mercante na região de interesse", está notificando 30 navios-tanque de 10 diferentes bandeiras a prestarem esclarecimentos na investigação. Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) também estão analisando imagens de satélite da costa para mapear navios cargueiros que passaram pela região onde as manchas de óleo foram encontradas. O G1 ouviu especialistas de universidades e instituto de pesquisa do Brasil e Venezuela sobre o que é possível ou não determinar até agora sobre o problema. São eles: Patricia Matai, professora de engenharia de petróleo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) Ricardo Cabral de Azevedo, professor de engenharia de petróleo da Poli-USP Iderley Colombini Neto, especialista em geopolítica do petróleo no Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Rafael Quiróz, economista e chefe da Cátedra de Economia e Política Petroleira da Universidade Central da Venezuela (UCV) Rui Carlos Botter, professor de logística e transportes da Poli-USP Veja abaixo os principais pontos levantados: É possível saber o país que produziu o óleo? Manchas de óleo na praia de Lagoa do Pau, no município de Coruripe, em Alagoas Pei Fon/Raw Image/Estadão Conteúdo Segundo a Petrobras e a UFBA, é possível chegar à origem do local de onde saiu uma amostra de petróleo por causa da composição dela. "Cada petróleo teria, entre aspas, um DNA específico. Então, esse conteúdo de moléculas que está em cada amostra é que me permite diferenciar um petróleo do outro e correlacioná-los, buscar semelhanças ou diferenças. Então, a gente, grosseiramente, pode dizer que cada petróleo tem um DNA diferente", afirmou o geólogo Mário Rangel, gerente do laboratório de geo-química da Petrobras, ao Jornal Nacional na terça-feira (8). Com base nessa premissa, a Petrobras disse que analisou 23 amostras coletadas nas praias nordestinas e chegou à conclusão de que o material não é produzido, nem vendido ou transportado pela estatal. O óleo tem mesmo origem na Venezuela? A Petrobras informou ainda que encaminhou aos investigadores uma análise indicando que os resíduos encontrados são uma mistura de óleos venezuelanos. Porém, o presidente da estatal disse que não é possível dizer de onde o óleo veio. Nesta quinta-feira (10), a pesquisadora Olivia Oliveira, da UFBA, afirmou que a universidade fez "diversas análises geoquímicas" das amostras coletadas e que esses "estudos agroquímicos evidenciam que o óleo é proveniente de uma bacia da Venezuela". Ricardo Cabral, da Poli-USP, afirma que concluir que o petróleo encontrado veio da Venezuela é "relativamente fácil" mesmo antes de análises mais detalhadas porque "este óleo encontrado é um dos mais densos produzidos no mundo hoje". "Não existem dois lugares com petróleos idênticos. Mesmo dentro da Venezuela, existem vários tipos com diferentes composições químicas, densidades, viscosidades, cores, etc. Existem óleos densos como os deles em muitos lugares, mas poucos países os produzem, pois têm um valor comercial mais baixo", afirma. O que diz a Venezuela sobre a origem do petróleo? Comunicado conjunto foi publicado no site da PDVSA nesta quinta-feira (10) Reprodução/Site PDVSA Ainda nesta quinta-feira, o governo de Nicolás Maduro negou que a Venezuela seja responsável pelo petróleo que atinge praias do litoral brasileiro. Em nota, a estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) afirmou que "rechaça categoricamente as declarações do Ministro do Meio Ambiente da República Federativa do Brasil, Ricardo Salles, que acusa a República Bolivariana da Venezuela de ser responsável pelo petróleo bruto que polui as praias do Nordeste do Brasil desde o início de setembro, considerando essas alegações infundadas, uma vez que não há evidência de derramamentos de óleo nos campos de petróleo da Venezuela que poderiam ter causado danos ao ecossistema marinho do país vizinho". Qual foi a resposta do governo federal? O ministro Ricardo Salles durante sessão da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara nesta quarta-feira (9) Vinícius Loures/Câmara dos Deputados O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou nesta quinta-feira (10) que a resposta do governo da Venezuela é "descabida", e que o governo brasileiro em nenhum momento disse que o óleo tinha vazado de campos venezuelanos, mas sim que foi produzido naquele país. "Ao contrário do que foi dito pelo governo ditatorial da Venezuela, nós não dissemos que o vazamento vem de poços venezuelanos. O que dissemos é que o petróleo encontrado, o óleo encontrado conforme laudo laboratorial da Petrobras, comprova, primeiro, que não é brasileiro e, segundo, é muito provável que seja venezuelano, porque tem similitude com outro vazamento passado e, portanto, ao se comparar essas amostras, se chega à conclusão de que se trata do mesmo óleo ou um 'blend' derivado do mesmo óleo venezuelano", disse o ministro. O que dizem especialistas sobre essa hipótese? Foto de 8 de outubro mostra criança caminhando sobre manchas de óleo na praia de Pontal do Coruripe, em Alagoas. Alisson Frazao/Reuters "Sobre o governo brasileiro dizer categoricamente que o petróleo é da Venezuela, esta é uma afirmação séria, é uma alegação grave", afirmou Patrícia Matai, professora de engenharia de petróleo da Escola Politécnica da USP. O economista venezuelano Rafael Quiróz, que é chefe da Cátedra de Economia e Política Petroleira da Universidade Central da Venezuela (UCV), afirmou por telefone ao G1 que, apesar de a composição do petróleo cru variar de acordo com as regiões do planeta, "não há elementos que sustentem" a informação de que a Venezuela seja o único local onde ele foi encontrado. Quiróz reiterou a informação do governo venezuelano de que não há registros de vazamento de petróleo no país, e disse que, se petróleo fosse despejado na costa da Venezuela, ele seguiria as correntes marítimas e seria levado para o norte, rumo ao Golfo do México e aos Estados Unidos, e não rumo ao sul. "Minha conclusão, ao ver o mapa de correntes marítimas, é que é muito difícil que seja petróleo venezuelano", disse ele. "Ele teria que fazer uma grande volta, não sei de quantos quilômetros, pelo noroeste da América do Sul." O professor venezuelano afirmou ainda que ele teria que passar pela Guiana (país que, segundo ele, também explora petróleo), Suriname e Guiana Francesa para chegar ao Brasil. Iderley Colombini Neto, especialista em geopolítica do petróleo no Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), concorda. “A produção da Venezuela é em grande parte nos lagos, fica longe demais da costa para um eventual vazamento que sai de lá e vem pelas correntes marítimas até o Nordeste", explica ele. Petroleiros na costa brasileira Em relação à hipótese de um navio transportar petróleo venezuelano na região onde apareceram as manchas de óleo, Neto, do Dieese, acredita que esta seria uma rota improvável. "Os navios de transporte de petróleo venezuelanos não passariam nessa parte da costa brasileira. Qualquer operação de transporte saindo da Venezuela levaria os navios para o Hemisfério Norte, onde estão os países que compram deles”, afirma o especialista. “Os petroleiros que fazem essa rota, pela costa do Nordeste, são os que levam petróleo brasileiro para a Europa, como o petróleo da Petrobras e o de empresas estrangeiras menores que começaram a explorar o pré-sal há pouco tempo. Como a análise oficial já descartou que o produto seja da Petrobras, faz mais sentido verificar os que transportavam material dessas novas empresas.” – Iderley Colombini Neto (Dieese) Porém, ele afirma que interesses econômicos podem influenciar o debate sobre quem ou o que pode ter provocado o problema ambiental na costa nordestina. "O que acontece é que há uma disputa política grande. Hoje mesmo tivemos uma rodada de leilões com mais milhões de reais ofertados por empresas internacionais [para explorar bacias de petróleo no Brasil]. Então tem interesses econômicos aí em apontar culpados", diz Neto, em referência ao leilão de petróleo da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), que arrecadou R$ 8,9 bilhões nesta quinta (9). Outras hipóteses O presidente da Petrobras, Castello Branco, disse nesta semana que ainda não é possível dizer de onde vazou o óleo, mas apontou três hipóteses: um navio afundado um acidente durante a passagem de óleo de um navio para outro (transshipment) despejo criminoso Já a hipótese de que um "navio fantasma", transportando petróleo em situação ilegal, esteja por trás da origem do vazamento é considerada "muito improvável" por Rui Carlos Botter, professor de Logística e Transportes da Poli-USP. "Os portos por onde esses navios passam estão sob olhar de órgãos estatais, são fiscalizados, inclusive em relação a troca de óleo de lastro. Seria muito difícil algum navio na Venezuela levar para outro porto nessa condição de pirata", diz ele. "O que pode ter ocorrido é algo chamado transshipment, que é a transferência de petróleo entre navios. Não é raro que esse processo seja feito no Brasil, às vezes com o navio parado, às vezes em portos, às vezes andando. O que poderia, em tese, ocorrer, mas não temos informações sobre isso, é uma transferência de óleo de um navio venezuelano para um navio de outra bandeira. Poderia haver essa possibilidade", diz Rui Carlos Botter. Rafael Quiróz, professor da Universidade Central da Venezuela (UCV), diz que só seria possível envolver a Venezuela de fato se houver evidências de que o vazamento tenha começado em um barco com bandeira do país. "Esses barcos que estão fazendo transferência de barris, que bandeira têm? De onde trouxeram o petróleo cru? Não há evidência." Dimensão do desastre Iderley Colombini Neto, do Dieese, diz que as hipóteses de que houve um acidente que afundou um navio ou que hocorreu vazamento durante o transshipment são possíveis. No entanto, para ele, uma questão a ser levada em conta é a grandeza do desastre. "Se fosse uma comporta vazando, você não teria essa magnitude. O que está complicando é a quantidade. E não ter sido pego por nenhuma autoridade", diz ele. "Eu acho que na transferência entre barcos seria difícil ter essa magnitude, a não ser que tenha virado algo mesmo criminoso, que eles tenham deixado pra lá uma vez que o acidente começou a ocorrer. Mas, pela quantidade e dispersão do óleo, me parece ser algo mais contínuo do que um momento específico, como este caso." Para Patrícia Matai, da Poli-USP, todas as possibilidades ainda estão em aberto, mas uma hipótese é mais improvável. "É uma incógnita [a origem do óleo]. Mas o que se pode praticamente descartar é que esse óleo tenha mais de uma nacionalidade, sejam petróleos de países diferentes transportados pelo mesmo barco. Apesar de petroleiros terem vários compartimentos, não é habitual que encham com petróleo de origens diversas." Dívida ambiental Independentemente da origem do vazamento, Rafael Quiróz afirma que as manchas de óleo que, segundo o balanço de 9 de outubro, já atingiram 139 localidades de 63 municípios em 9 estados, e deixaram 11 tartarugas marinhas e uma ave mortas, só fazem "aumentar mais a dívida ambiental que a indústria petrolífera tem tido e segue tendo com o meio ambiente". Ele afirma que é necessário continuar assegurando os protocolos de segurança permanentes contra vazamentos e lembra que, em contato com a água do mar, o petróleo se decompõe e se torna uma gelatina que é altamente nociva para o ecossistema marinho. Initial plugin text

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9 oct. 2019

Tradição secular no Pará, o Círio de Nazaré ganha versões em estados do Brasil e até em cidades estrangeiras


'Círio é um fenômeno revolucionário que se espalha no Brasil', defende pesquisadora. No Brasil, há Círios fora do Pará realizados há quase 90 anos. Na Guiana Francesa, a romaria de Caiena revela que a fé na padroeira do Pará não conhece fronteiras. Círio de Nazaré em Palmas Marília Randam/TV Anhanguera A fé em Nossa Senhora de Nazaré, padroeira da Amazônia, se espalha como um rio que invade as ruas de Belém em outubro e traça veredas Brasil afora. A tradição, que há 226 anos faz da capital do Pará a terra da maior procissão católica do mundo, também irradia a crença à Maria por diversos lugares, como Rondônia, onde o Círio é realizado há 89 anos; ou Fortaleza, no Ceará, onde a celebração ocorreu pela primeira vez em abril; chegando a outros países, como a Guiana Francesa, que já reúne fiéis devotos à Maria há quase duas décadas. "A popularização do Círio de Nazaré pelo Brasil transcendeu ao mero movimento de cunho religioso católico, se expandindo às demais religiões e diversificadas dimensões sociais da vida, constituindo-se numa verdadeira expressão cultural do País. Quando essa adesão popular acontece, torna-se um movimento revolucionário pacífico de massa", destaca a pesquisadora Josevett Miranda . A pedagoga, que integra o grupo de pesquisa “Sociedade, Ciência e Ideologia”, da Universidade do Estado do Pará (UEPA), explica que há 20 anos analisa cientificamente - ao lado das pesquisadoras Lúcia Melo e Denise Simões - , o Círio de Nazaré enquanto um movimento social de expressão cultural da Amazônia. Organizadas muitas vezes por comunidades de paraenses que vivem em outros locais, as celebrações do Círio fora do Pará preservam os elementos tradicionais da festividade mariana. Em muitos deles há a romaria puxada por corda, berlinda especial e até descida da imagem do Glória. Em vários lugares, há festas de confraternização entre os fiéis com a temática regional. Essas comemorações são regadas de muitas comidas típicas e músicas paraenses, diminuindo um pouco da saudade que os fiéis têm do Círio de Nazaré celebrado em Belém. "A explicação dessas ramificações é dada pela hegemonia política que o Círio de Nazaré conseguiu construir, principalmente junto às classes populares, introjetando seus valores, traços e padrões culturais no senso comum da concepção de mundo das pessoas, fazendo com que de uma simples manifestação religiosa local se transformasse impactante culturalmente na vida das pessoas de outros estados e até mesmo de outros países", analisa Josevett Miranda. Helena Amaral/ Arquivo Pessoal Círio em Caiena reúne paraenses e guianeses devotos à Nossa Senhora Círio com sotaque francês São muitos os sotaques que entoam orações à Maria de Nazaré. A procissão também ocorre na colônia ultramarina francesa desde 2000. De acordo com a organização do evento, cerca de 2 mil pessoas participam da procissão em Caiena, uma das cidades que realizam o Círio de Nossa Senhora de Nazaré na Guiana Francesa – e onde ocorre a maior procissão do país. Ela acontece sempre um domingo depois do Círio de Belém. A devoção à Padroeira da Amazônia atravessa fronteiras e gerações. A paraense Helena Amaral, 60 anos, transmitiu sua fé mariana aos filhos. Vivendo na Guiana Francesa há 30 anos, ela conta que o caçula de 23 anos, embora não tenha nascido no Brasil, é muito devoto de Nossa Senhora. “Este ano, ele fez uma promessa e vai agradecer na corda”, revela. Helena Amaral, no centro da foto ao lado direito do cartaz, celebra o Círio de Nazaré em Caiena Helena Amaral/Arquivo Pessoal Antes da celebração em Caiena, famílias realizam reuniões de orações e novenas à Nossa Senhora. Ao término dessas novenas, é realizado um pré-Círio na Paróquia Remire Montjoly, na igreja São Francisco Xavier, com a coroação da virgem e a troca do manto. “Participo das novenas sempre, principalmente em Kourou, onde moro. Tenho muita devoção à Nossa Senhora de Nazaré. Já fiz várias promessas e em todas elas eu consegui a minha graça”, relata Helena. “Na Guiana, eu participei do Círio duas vezes, porque nós temos a tradição de irmos todo ano pra Belém neste período. A gente se reúne em Belém, todos vamos pra igreja, alguns vão pra corda. É maravilhoso, eu amo. Já temos esse hábito de ir todo ano”, conta a paraense. Helena garante que a fé paraense se espalhou entre os guianenses. “Reúne bastante brasileiro no Círio daqui, mas há muitos guianenses que já oram por Nossa Senhora, são fervorosos mesmo, fazem novena, promessa”. Entre os que adotaram a fé na Padroeira da Amazônia, novos membros da família da paraense. “Além do meu filho, a esposa dele, que é guianense, disse que vai na corda esse ano também. Vão para Belém ele, a esposa e a filha. Eles estão muito contentes de participar dessa grande procissão em Belém”. Fé por todo o Brasil O Círio de Nazaré tornou-se uma procissão nacional. O G1 realizou um levantamento e identificou outras cidades que reúnem devotos em demonstrações de fé à Nossa Senhora de Nazaré, cada uma delas apresentam peculiaridades entre si. Confira: Jovenoca Silva Paixão participa do Círio no bairro do Sumaré, na capital de São Paulo, onde vive há mais de 40 anos Jo Silva/Arquivo pessoal Sumaré - SP Um dos mais tradicionais fora do Pará, o Círio de Sumaré, na capital paulista, é realizado no segundo domingo de outubro, assim como é o de Belém. "A saudade é imensa de tudo. Da família, da procissão do Círio, da reunião, dos amigos. É impressionante como nós, paraenses, guardamos dentro de si a energia do Círio de Nazaré", relata a enfermeira aposentada Jovenoca Silva Paixão. Ela é paraense e vive em São Paulo há 44 anos. Ela conta que participa sempre que pode da festividade de Nossa Senhora de Nazaré na cidade, que acontece a cada outubro no bairro do Sumaré. “A emoção é indescritível. Não existe um paraense que não chore quando a santa entra na igreja”, diz. A procissão, realizada há 51 anos, parte do Santuário de Nossa Senhora de Fátima e carrega os elementos tradicionais da quadra nazarena, como a corda, a berlinda e a procissão pelas ruas do bairro. A celebração começa por volta das 11h, com uma missa. "No final da procissão nós fazemos uma festa com comidas e músicas paraenses. A comemoração vai até umas 17h. A nossa festa já foi grandiosa, mas agora estamos bem menores. Antes tínhamos artistas do Pará. Pena que as pessoas que faziam a festa acontecer já faleceram", conta Paula Machado, presidente da comissão organizadora do Círio de Sumaré. Círio do Sumaré encerra ao som de ritmos regionais e danças típicas do Pará Jovenoca Silva/Arquivo Pessoal Paula é paraense, vive em São Paulo há 54 anos e não esconde a devoção por Nossa Senhora. Ela conta que a emoção proporcionada pela festa, mesmo longe da terra natal, é indescritível. "Em todos os anos no Círio aqui de São Paulo eu me emociono. Durante a festa vejo o meu povo feliz. Vejo a vontade e o prazer das pessoas em participar do Círio. Fico muito emocionada em ver a igreja lotada", explica. Ela conta também que este ano um padre do município de Abaetetuba, do nordeste do Pará, foi chamado para celebrar a missa do Círio em Sumaré. Além disso, será confeccionado um manto especial para as procissões. Santos - SP O Círio de Nossa Senhora de Nazaré em Santos, interior de São Paulo, é realizado anualmente e organizado pela Sociedade Amigos da Amazônia. A festividade é celebrada no segundo domingo de outubro, assim como o Círio de Belém. O percurso do Círio de Santos tem cerca de 2 km e passa pelas principais ruas do Bairro da Pompéia. De acordo com a Sociedade dos Amigos da Amazônia, a festividade é celebrada na cidade há quase 70 anos. No final da romaria, é realizada uma reunião festiva entre os fiéis no Ginásio da Pompéia, onde são servidos pratos típicos da Amazônia. Porto Velho - RO Realizado há 89 anos em Rondônia, a festividade é tão tradicional que Nossa Senhora de Nazaré recebeu o título de padroeira do estado, pelo do Núncio Apostólico do Brasil, Dom Bento Aloisi Massela. A festa em homenagem à Nossa Senhora de Nazaré em Porto Velho começou em 1930. Até a década de 1970 foi realizada na Catedral do Sagrado Coração de Jesus, onde durante uma semana acontecia o arraial. Atualmente, o Círio é realizado no bairro Jardim Eldorado, onde está localizada a igreja de Nossa Senhora de Nazaré. A festa é celebrada no primeiro domingo de outubro, uma semana antes do Círio de Belém. A procissão saiu da igreja Nossa Senhora de Nazaré, percorre as ruas da cidade e retorna ao local de partida. Círio de Nazaré reúne cerca milhares de pessoas no Rio Branco Quésia Melo/G1 Rio Branco - AC Reunindo cerca de 15 mil fiéis na capital do Acre, o Círio de Rio Branco já é tradicional no calendário religioso do município. A procissão, realizada há 87 anos, é realizada sempre no dia do Círio de Belém. De acordo com a diocese de Rio Branco, a procissão começa no Calçadão da Gameleira, onde a imagem chega por uma pequena embarcação. Segundo a diocese, a tradição veio ao Rio Branco com imigrantes paraenses. A procissão se inicia com a imagem da santa chegando de barco pelo Rio Acre, assim como os imigrantes. Após a chegada da imagem, os fiéis iniciam a caminhada na rua Eduardo Asmar, no Segundo Distrito da capital. Após isso, atravessam a Ponte Coronel Sebastião Dantas e seguem em caminhada até a Catedral Nossa Senhora de Nazaré. Círio de Nossa Senhora de Nazaré 2019 tem como tema "Salve Maria, rainha da Amazônia missionária" Diocese de Macapá/Reprodução Facebook Macapá - AP Assim como o Círio de Belém, a festividade de Nossa Senhora de Nazaré no Amapá é realizada no segundo domingo de outubro. Um mês antes, a imagem da santa realiza uma peregrinação por órgãos públicos da cidade. Segundo a organização da festa, cerca de 200 mil pessoas participam da celebração. A primeira procissão do Círio de Nazaré realizada em Macapá foi em 1934, quando as religiosas da Congregação das Filhas do Coração Imaculado de Maria resolveram organizar a festa em homenagem a padroeira dos paraenses. Apesar de Macapá já ter seu padroeiro, São José, a concentração de romeiros do Círio de Nazaré em Macapá é a maior do estado, crescendo a cada ano o número de fiéis. Recife - PE Círio de Nazaré no Recife começa com uma missa na Igreja da Soledade Luna Markman/G1 Completando 80 anos em 2019, o Círio de Recife é tradicional no calendário religioso da capital Pernambucana. Centenas de pessoas participam da procissão de Nossa Senhora de Nazaré no bairro da Boa Vista. Assim como em Belém, a procissão é realizada no segundo domingo de outubro. A tradição foi iniciada pelos paraenses Artur Roxo Pereira e Manuel Emílio Guillon, fiscais da Receita Federal, que foram transferidos para Pernambuco. Eles doaram à Paróquia da Soledade uma imagem da santa, que haviam trazido de Belém, iniciando assim a festividade realizada até os dias atuais. No Recife, a comemoração começa às 9h com uma missa na Igreja da Soledade. Em seguida, a procissão segue pelas ruas Oliveira Lima, Gervásio Pires e Avenida Conde da Boa Vista, retornando para a Rua da Soledade. Rio de Janeiro - RJ Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré estará em visita ao Rio de Janeiro Marcelo Seabra/O Liberal Já tradicional no calendário católico da cidade, o Círio do Rio de Janeiro é realizado anualmente há uma década. As procissões cariocas são celebradas durante o mês de agosto. A criação do Círio no Rio de Janeiro foi uma iniciativa do cardeal Orani João Tempesta, atual arcebispo carioca, que de 2004 e 2009, coordenou a diocese de Belém. Ao todo, são três dias de celebração. A imagem peregrina da santa, a mesma usada nas romarias de Belém, sai em cortejo pela cidade visitando diversas capelas e paróquias. Segundo a Arquidiocese do Rio, cerca de 10 mil pessoas participam das homenagens. Brasília - DF Comemorado há mais de 40 anos, o Círio de Brasília é organizado por uma comunidade de paraenses da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, no Lago Sul. De acordo com a organização, cerca de 10 mil pessoas participam da festividade realizada no segundo final de semana de setembro. Após uma missa festiva em Ação de Graças, fiéis de Nossa Senhora realizam uma caminhada com velas. Durante a romaria, há uma corda que circunda a imagem da Santa. Ao final da procissão, o salão paroquial realiza uma festa com venda de comidas típicas do Pará. Ouro Branco - RN Organizado pela comunidade católica da cidade, o Círio em Ouro Branco reúne fiéis no Açude do Esguicho, na zona rural da cidade. Por volta das 5h, os devotos realizam uma caminhada com a imagem de Nossa Senhora até a igreja matriz do município. O percurso tem cerca de um quilômetro. Muitos dos fiéis participam da celebração como forma de pagar promessas e agradecer por graças alcançadas. Fortaleza - CE Caçula entre as procissões, o Círio de Fortaleza começou neste ano. A celebração foi realizada em outubro e contou com a imagem peregrina de Nossa Senhora, a mesma usada no Círio de Belém. Ao contrário do que acontece na capital paraense, no Círio de Fortaleza não há procissão. A imagem visita capelas e igrejas do município, onde são rezadas missas e celebrações eucarísticas. Após as homenagens, a imagem fica exposta para a visitação. São Luiz - MA Romaria do Círio de Nazaré, em São Luís Igor Almeida/ G1 Maranhão Em São Luiz, as festividades são realizadas há 25 anos no bairro do Cohatrec. Desde setembro o local fica envolvido com atividades pré Círio, como Círio Ecológico, Círio Esportivo, Círio Solidário e Círio das Crianças, peregrinações nas escolas, hospitais, residências, ruas e outros locais. Em novembro é realizado um novenário do Círio de Nazaré, que se estende até o dia 14 de outubro com a procissão. A Romaria do Círio de Nazaré é celebrada com um cortejosai da Igreja Nossa Senhora do Carmo, na Praça João Lisboa, e será finalizado na Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, no Cohatrac. Palmas - TO Círio de Nazaré em Palmas Pedro Barbosa/TV Anhanguera Existente há apenas três anos, o Círio de Palmas já reúne cerca de 5 mil pessoas pelas ruas da cidade no segundo semestre do mês de novembro. A festividade possui programação intensa, que acompanha visitas às paróquias, instituições sociais, órgão públicos, empresas, carreata, vigílias, realização de missas e a grande procissão luminosa com a corda.

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Au deuxième jour du synode, l’Eglise amazonienne bouscule le Vatican

Nourris par des préoccupations communes et usant d’un langage sans euphémisme, les Sud-Américains participant au synode sur l’Amazonie se montrent bien décidés à obtenir de réelles ouvertures. https://ift.tt/2OvT0M7 Source : lemonde.fr

Brasileiro morre asfixiado por gases em garimpo na Guiana

Por SELES NAFES

Um brasileiro morreu asfixiado por gases dentro de uma mina na Guiana Francesa, nesta terça-feira (8), segundo confirmou o Departamento de Relações Internacionais de Oiapoque. Foi o mesmo tipo de tragédia que matou seis militares há cerca de uma semana.

Equipes da polícia francesa ficaram de buscar o corpo de Mateus Alves Feitosa, de 20 anos, somente nesta quarta-feira (9), e entregá-lo para a família. Ele era natural do Pará, e desde o ano passado estava no garimpo de Tijam.

A esposa de um garimpeiro que trabalhava na mesma mina com Mateus relatou que desde a morte dos militares as atividades haviam sido paralisadas. Mesmo assim, o jovem teria decidido arriscar e descer na mina.

“Tem que bater (ventilar) o gás do poço para entrar. (…) Ele começou a descer e as pessoas começaram a gritar dizendo que ele estava morrendo lá em baixo. Conseguiram três exaustores, e várias pessoas ainda tentaram entrar (para ajudar), mas ele já estava morto. As pessoas tinham avisado que não era para entrar”, disse a esposa do colega em áudio enviado ao departamento brasileiro.

Mateus na beira da mina onde morreria dias depois. Fotos: Grupo Brasileiros na Guiana

Corpo é retirado por colegas garimpeiros

A prefeitura de Oiapoque conseguiu identificar os parentes do garimpeiro, mas eles manifestaram intenção de sepultar o brasileiro em Caiena.

“A polícia francesa tem uma seção que trata da busca de desaparecidos, mortos. Já informei o Centro de Cooperação Policial, e eles farão o contato necessário com outras seções policiais francesas para tratar do assunto”, explicou o diretor do Departamento de Relações Internacional da prefeitura de Oiapoque, Isaac Silva.

Na semana passada, seis policiais que estavam em incursão contra garimpos ilegais morreram asfixiados ao inspecionar uma mina também no garimpo de Tijam. A morte dos policiais causou grande comoção pública na Guiana Francesa.

Source : selesnafes.com
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